quinta-feira, 7 de março de 2013

"Tem muita coisa parada" Afirma Geraldo Júlio.



Desde o início do seu governo, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), tem evitado o embate com o antecessor, João da Costa (PT). O socialista, sempre que pode, prefere focar na agenda positiva, destacando que a paz política contribui muito mais para os avanços que a cidade tanto precisa. Contudo, quando o assunto é o estágio de algumas obras e o estado de aparelhos públicos da capital pernambucano, o gestor deixa escapar que herdou algo muito diferente do discurso do antecessor. “Tem muita coisa paralisada”, desabafou Geraldo, em entrevista, nesta tarde, à Rádio CBN.
A fala de Geraldo foi uma resposta a uma pergunta sobre a situação das escolas municipais. No início da semana, o socialista inaugurou o primeiro aparelho da área na sua gestão, mas precisou enfrentar, na cerimônia de entrega, os questionamentos do vereador André Régis (PSDB) sobre o estágio da educação pública do Recife. Conforme relatório produzido pelo tucano, grande parte da rede não tem condições de abrigar os alunos assistidos.
Os constrangimentos impostos ao prefeito por conta da paz política com o antecessor acabam se acumulando. Na última segunda-feira (4), o Recife voltou a conviver com os problemas ocasionados pelas chuvas do período, com semáforos desligados, alagamentos e falta de uma gerência eficaz do trânsito. Na ocasião, a oposição cobrou que Geraldo revelasse mais detalhes da herança recebida do ex-prefeito João da Costa. O socialista, todavia, reforçou o discurso da paz política.
Hoje, ao ser cobrado mais uma vez sobre o tamanho dessa herança, Geraldo Julio preferiu destacar a necessidade de enfrentar os problemas da cidade, deixando de lado o embate político. “Eu me preocupo mais com a realidade do que com o discurso”, concluiu

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